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Garoto francês de 15 anos publica na Nature

O filho de 15 anos de um pesquisador entrou como coautor em trabalho na Nature. A ele é atribuída uma das descobertas importantes do trabalho, na área de Astronomia. Será que ele conseguiria defender o artigo, em sua essência, frente à comunidade científica, um dos quesitos necessários para autoria defendido por John Maddox, falecido ex-editor da Nature? Mas, na publicação cientifica não cabe, ou é muito difícil, que os editores julguem ou se contraponham ao critério de autoria adotado pelo grupo de pesquisadores. No caso, acredito que sem essa descoberta do garoto não haveria o fenômeno descrito. O que de fato ocorreu, nunca saberemos ao certo, mas esperamos que tudo tenha ocorrido dentro da mais ética das decisões. Do contrário, se a moda pega, alunos entrarão na universidade já com currículo invejável. Veja reportagem do Estadão.

[Informado por Rodrigo E. Barreto]

05/01/2012
Debates sobre Publicação Científica

Nesta página da ABECiPsi vocês encontram informes e vídeos completos sobre o evento que reuniu editores científicos da área de Psicologia, na USP/SP, nos dias 30 e 31 de março de 2012. Minha participação consistiu na palestra de Abertura (Desafios na Publicação Científica), dia 30/03 pela manhã, na Mesa Redonda sobre se os autores devem pagar as publicações (30/03, à tarde) e ministrei curso de Redação Científica no dia 31/01, manhã e tarde.

07/04/2012
Elsevier se Defende

Neste texto a Elsevier se pronunciou sobre o boicote organizado que se pretende às revistas científicas dessa editora (por causa do quanto tem cobrado dos autores para as publicações). Lógico que toda história tem duas faces e é bom vê-las. Sabemos que os autores podem pagar para que o texto fique disponível gratuitamente. Isso não resolve, pois novamente os paises mais ricos sairão na frente (textos gratuitos terão maior visibilidade). Ou seja, a comunicação científica está ainda mais imersa nas diferenças econômicas. E por que as editoras não deveriam pagar para o autor publicar com elas? Uma vez aceito o artigo, elas deveriam retornar dinheiro ao autor, porque o produto é deles. No sistema atual eles dão gratuitamente esse produto às editoras (ou até pagam para que elas publiquem) e elas vendem o produto, ficando com o lucro. Não acho que deveriam vender, mas a questão é ver outras faces do problema. Temos que entender que estamos usando dinheiro do povo para gerar conhecimento que só chegará ao povo se for comprado novamente (similar às taxações de imposto sobre imposto). A resposta da Elsevier não resolve o problema, pois apenas desloca quem pagará a conta (o leitor ou o autor). Mas nem tocam na questão de receberem o produto gratuitamente.

[notícia Elsevier via @Be_neviani]

 

17/02/2012
Artigos Gratuitos... o caminho!


Em 2004, enquanto editor chefe da revisa ARBS (Annual Review of Biomedical Sciences), publiquei um editorial onde estávamos apostando profundamente na revista exclusivamente online (mas não éramos a primeira no Brasil) e na distribuição gratuita desse conhecimento (patriconiado pela Unesp). Hoje, quando vemos a polêmica sobre o boicote à Elsevier, fica patente que estávamos no caminho certo. A diferença é que hoje os cientistas estão percebendo o drama. Em 2007 publiquei uma revisão a convite da revista Diseases of Aquatic Organisms, num fascículo especial sobre o bem-estar em peixes. De todos, eu fui o unico que não tive dinheiro para pagar a publicação e, portanto, meu artigo ficou sendo vendido... os dos outros com distribuição gratuita. Consequência: por alguns anos ele ficou muito restrito no debate.

16/02/2012
O Furo falando do Rasgado!

Esta reportagem da Folha mostra que a pesquisa na China aumenta em quantidade, mas não em qualidade reconhecida internacionalmente. É um quadro parecido com o nosso. Isso deve ser uma etapa inevitável para quem sai da obscuridade e começa a sobressair. Mostra, mais uma vez, que a qualidade não tem a ver com quantidade, mas sim com reconhecimento da comunidade cientíica internacional.

12/10/2011
Avaliação Qualitativa de Periódicos Também é Criticada

Nesta reportagem, veja que nem a avaliação qualitativa das revistas, baseada na opinião de experts para uma amostra de artigos, escapou da crítica. É evidente que trata-se de mais uma tentativa e, como tantas, que merece ser incorporada ao sistema e melhorada. De fato, o bom ânimo dos avaliadores e a pequena amostra perto do universo ainda são problemas. Nesse sentido, este critério tem que se associar à opinião dos demais cientistas (citação).

05/10/2011
Quem manda no seu artigo? Quem ganha com ele?

Leiam esta bela análise sobre o papel perverso das editoras acadêmicas que recebem artigos gratuitamente, publicam geralmente com dinheiro do autor e vendem caríssimo para alimentar as “despesas”, com um lucrinho modesto (~40%). Já imaginaram se os autores parassem de publicar por um ano? Quantas dessas editoras quebrariam? Propostas de indexadores universais e gratuitos (vejam aqui) já ajudam, pois mais revistas ficam visíveis (não apenas as das bases de dados caríssimas). E as revistas gratuitas? Elas podem ser gratuitas apenas temporariamente, pois quando conquistarem o sucesso a história poderá ser outra. A gratuidade seria um mecanismo de ascensão. Mas, vamos ser otimistas e investir nessas revistas gratuitas. Quanto mais disponíveis estiverem, mais acesso terão. O problema é que o cientista que tiver algum artigo realmente excepcional, o enviará para as revistas fortes e tradicionais, de onde teremos que comprar o pdf. Mas vejam que interessante, mais uma vez a decisão está nas mãos dos cientistas. Artigo traduzido: aqui

[Enviado por Dra. Marília R. P. Noronha]

21/09/2011
Em 2011 estão descobrindo que idioma português esconde ciência! Ufa!

Evento da Fapesp (vejam este link) discute a questão do idioma das publicações e sua repercussão na ciência internacional. Achei que isso já havia sido resolvido no século passado. Sempre falei que aqueles que estimulavam nossos autores a publicarem em portugues estavam fazendo um desserviço à ciência nacional. E isso eu já comentava bem no início da década de 90. É apenas uma questão de entender o que é ciência. Foi, é e sempre será uma atividade internacional. As revistas (salvo exceções como linguística, por ex.) que ainda mantêm o português estão equivocadas. Há uma conversa entre cientistas (e é dessa que estou falando) e outra com não cientistas (aqui cabem os boletins técnicos). O formato de um artigo científico em português não é texto condizente para um não cientista (ex. um médico no consultório, um produtor rural, um professor no ensino médio ou fundamental etc.). Uma coisa é o debate entre cientistas e outra é a transmissão do produto desse debate para o meio não científico. E a publicação científica entra como uma etapa intermediária para validação das ideias antes que sejam dissemindas na comunidade não científica. A confusão fomentada por muitos foi uma das principais responsáveis pelo nosso atraso científico internacional.

21/09/2011
Ataque às editoras científicas privadas

George Monbiot, do jornal The Guardian, deflagra ataque à estratégia capitalista das editoras privadas no setor de revistas científicas. Vale a pena ler esta reportagem. Eu já tive que comprar (~U$ 30.00) um artigo meu! Por que a sociedade humana que financia as pesquisas não cuida de divulgá-las? 

03/09/2011
Um Pouco de História da Informação Científica

Vejam um pouco da história da ciência!

18/08/2011
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