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Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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PESSOAL, O QUE FAZER PARA MELHORARMOS O NÍVEL DA CIÊNCIA E DA PUBLICAÇÃO BRASILEIRA?

27/10/2011 | 17:19:11
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Concordo com o Ítalo. A Capes tenta levar em banho-maria para não retirar as revistas brasileiras do cenário. Mas hoje, temos mais de 80 revistas com fator de impacto e daria para usar mais de perto o fator de impacto. Poderia incluir aí o índice h das revistas. O importante é que o critério não fosse por base de dados, tipo Scielo e similares, porque os critérios para inclusão nessas bases geralmente não têm a ver com ciência, são muito formais (nº de artigos, periodicidade, estrutura etc.).

Daqui a alguns anos, deverá ser incorporado o índice h de internacionailização (publicado em 2010), que mede a revista (ou o cientista ou uma instituição), considerando quantos países usam (citam) seus trabalhos. Assim, se um mesmo valor de fator de impacto pode ser conseguido por citações de um único país, pode também decorrer de citações oriundas de vários países. Esse índice diferencia isso, ou seja, o grau de internacionalização.

Em meu artigo "Para entendermos um pouco o drama brasileiro de publicação", postado no setor Publicação (Artigos) deste site, mostro um pouco porque estamos assim. Resumidamente, porque as pessoas ficam tentando proteger revistas que nunca andaram, ou posições curriculares ridículas, mexendo em tudo para não detonar esses perfis. Com isso, nivelamos por baixo. Mas, a pressão internacional é tão forte que esse mundinho dos "coronéis" está sendo derrubado. O Qualis não foge desse universo, embora já tenha melhorado bastante.

04/10/2011 | 21:41:47
Nome:Ítalo Braga de Castro
Email:italobraga@gmail
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O Qualis é uma estratégia cienciométrica desenvolvida com a finalidade de ranquear a produção centífica nacional. Como tantas outras estratégias (fator H e fator de impacto) o Qualis está sujeito a vários problemas como o já mencionado fato de colocar na mesma turma revistas com impactos diferentes. Acredito que a não adoção pura e simples do fator de impacto na cienciometria brasileira visa privilegiar algumas revistas nacionais que de acordo cam a visão estreita dos especialistas em cienciometria da CAPES são importantes no cenário nacional. Mas ciência não tem cenário concordam, a publicação é relevante ou não para construção do conhecimento.

03/10/2011 | 23:31:38
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Olá Edmilson, conforme lhe respondi no e-mail, meus livros estão disponíveis na livraria www.bestwriting.com.br 

Agradeço pelo apreço com o meu trabalho e fico à disposição para eventuais dúvidas.

Abraços,.

23/09/2011 | 17:37:06
Nome:Edmilson Santos Silva
Email:silva_es@yahoo.com.br
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Olá Prof.Gilson Volpato, tudo bem?

Já tive o prazer de assistir algumas palestras sua quando era estudante de doutorado na ESALQ, inclusive tive a honrra de ser mediador de uma mesa redonda com sua exelentissima participação.

No momento sou professor da Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca e ministro uma disciplina voltada para metodologia científica. Na época comprei dois livros seu que sempre utilizei nas minha aulas, mas atualmente estou sem os mesmos por terem me roubado. Gostaria, se possível, saber como posso adquirir sua coleção para a nossa biblioteca. Eu tenho interesse em comprala para mim e os alunos tem também interesse em adquirir suas referências.

Atenciosamente,

Edmilson Santos Silva

Prof. Adjunto UFAL

22/09/2011 | 22:09:02
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Olá Marcelo, obrigado pela participação. Eu concordo que a nossa questão é bem mais profunda do que o Qualis. O brasileiro tem mania de achar que resolve tudo de duas formas: pela política e pelo jeitinho. Isso não constrói uma nação sólida. Estamos passando por isso em vários setores, inclusive na ciência. Infelizmente, a Universidade se cala e se ausenta, quando, ao menos teoricamente, deveria debater essas questões e trazer propostas práticas para um repensar de nossa sociedade. Veja como é a política na Universidade e saberá porque o buraco é mais embaixo. Porém, mesmo nesse ambiente, temos que acreditar em alguma alternativa.

A evolução do conceito Qualis, desde sua criação, mostra um caminho em direção à busca de qualidade, mas ainda muito lento e cheio de erros (os jeitinhos e vícios políticos). Parte disso vem da própria comunidade científica que não zela por ciência, mas simplesmente por saber se o próprio umbigo estará bem. É nesse caso que vemos posturas como essa que você mostra da Revista Árvore. O que deveria ser consequência (citação) dentro de um processo de debate científico virou pontinhos para ganhar grana das agências. E como tudo se resolve politicamente ou na base do jeitinho, vamos dar mais um jeitinho para conseguirmos citações... obrigando alguns a nos citarem. Foi assim também com a Farmacognosia e tantas outras, do Brasil e do Exterior. Esse é o método da ditadura, o método da imposição. Os verdadeiros cientistas sabem o quanto é bom ser citado quando esse ato é espontâneo!

Ao levarmos, em todas as esferas, essa discussão, já estamos traçando um caminho!

Grande abraço.

04/09/2011 | 08:49:39
Nome:CosWhzjdPpztZePvkm
Email:q.galaflen@yahoo.au.com
TextoYou keep it up now, udnersatnd? Really good to know.
03/09/2011 | 15:56:13
Nome:Marcelo Rezende
Email:marcelo.l.rezende@gmail.com
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Caro Gilson,

primeiro gostaria de parabenizá-lo e agradecer pelo curso na Unifal-MG. Foi extremamente útil!

Concordo com Gustavo: o problema da ciência brasileira é realmente mais profundo do que questões relacionadas a qualificações Qualis. Passa por problemas que estão presentes em toda a sociedade brasileira. Precisamos muito discutir essas éticas em todos os níveis.

Segue uma frase das "Instruções aos autores" da Revista Árvore:

Citar pelo menos dois Manuscritos da Revista Árvore e incluir as citações bibliográficas na discussão e metodologia.      Disponível em http://www.scielo.br/revistas/rarv/pinstruc.htm

É assim...  

Abs

01/09/2011 | 14:39:00
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Olá Gustavo, eu concordo com você quando diz que precisamos formar pessoas engajadas no pensamento científico. Se você ver um pouco de minha trajetória nessa área, espelhada nos meus livros, verá que a defesa que sempre fiz, em 25 anos dos 30 de minha docência, sempre foi defendendo que devemos formar um cientista de bom nível e o restante é consequência. Quando trato da redação científica, como mostro em meus livros, abomino a questão técnica. Ela deve ser o espelho do pensar científico, para o qual a base epistemológica é imprescindível. Sempre afirmo isso e fico muito frustrado com aqueles que querem fazer a redação se transformar numa área de regrinhas (buscam essas regrinhas quem não quer pensar). E a questão da avaliação científica passa por tudo isso, como você colocou. Não queremos formar publicadores de paper, mas cientistas que mostrem seus avanços nos papers... é muito diferente. Valeu por saber que pensa nessa direção. A slow science pode ir nessa direção, mas outros pensam que ela pode ser apenas o discuros dos que não conseguem sobreviver no sistema atual.

09/08/2011 | 12:27:19
Nome:Gustavo Maia
Email:gumaia@pq.cnpq.br
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Concordo com o Manifesto da Slow Science!!

 

Vamos divulgar! 

09/08/2011 | 09:34:54
Nome:Gustavo Maia
Email:gumaia@pq.cnpq.br
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Caro Gilson,parabéns por mais essa iniciativa!

 

Entretanto, julgo que o problema da ciência brasileira é mais profundo do que questões relacionadas a qualificações Qualis, Malis ou seja lá o que for, ou mesmo, embora necessárias, técnicas de redação científica. Na minha opinião o problema da ciência brasileira é a obsoulta falta de formação epistemólogica de nossos alunos e, infelzimente, da grande maioria de nossos docentes mais qualificados, gerando um ciclo vicioso quase sem retorno. Para se fazer ciência, é necessário se pensar ciência. Compreender as bases filosóficas do pensamento centífico que moldam o "fazer ciência". Nossos cientistas são basicamente cegos nesse aspecto, basicamente são fazedores de experimentos e continuadores de uma ciência que não tem mais sustentação eipistomol´[ogica ou ontológica. Precisamos dar uma passo além da repetição e melhoria de tecnificação. Precisamos discutir as bases do pensamento científico para que seja possível entrarmos em uma "revolução científica" no sentido de T. Kuhn. Aí sim poderemos mudar nossa ciência e a educação científica. Não adianta falar em educação científica no Sécula XXI utilizando o pensamento do Século XVII, simplesmnete não faz sentido. O resultado é isso que vemos...

09/08/2011 | 09:16:14
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Como reduzir as autorias científicas fraudulentas de nosso país? 

08/08/2011 | 08:30:05
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Valeu Gustavo, vamos em frente que o país tem chance! Abraços.

04/08/2011 | 11:12:03
Nome:Gustavo
Email:efarla@hotmail.com
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Caro Prof Gilson Volpato,

Agradeço muito a gentileza da resposta, me senti muito bem. Certamente foi muito importante para mim saber que a militância pela qualidade da educação ultrapassa meandres numéricos. Entendo a ciência como uma ferramenta utilizada pela educação, mas nunca como a mão salvadora. Seguirei mais convicto após este diálogo.

Gentis abraços,

Gustavo

03/08/2011 | 09:21:08
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Olá Gustavo, concordo plenamente com o que você diz. Aos números deveriamos pressupor honestidade na base, mas não há. Ao invés da sociedade absorver coisas boas da intelectualidade, foi essa "intelectualidade" que absorveu o jeitinho brasileiro, infelizmente. Ou isso é tratado de forma competente, ou o resto será mera brincadeira. Eu também estou cansado de fazer meus alunos publicarem decentemtente, mas ficarem para trás por outros que claramente foram "ajudados" por amigos. Uma de minhas frases preferidas, que cunhei em 2000, e está na página inicial de todos os meus cursos e palestras, reporta basicamente que ou resolvemos essas questões morais e éticas, ou de nada terão valido os avanços tecnológicos conquistados até aqui (lógico que alguns valeram, pois salvaram vidas, mas tem muito chão pela frente). Embora cansado disso, acho que temos que enfrentar isso; fazer a universidade se diferenciar da nossa sociedade. Nossa universidade está repleta de empregados, mas de muito poucos cientistas... e aí as pessoas que não são amantes da Arte do Conhecimento ficam se arranjando. Não sei qual o caminho, mas certamente continuarei a bater nesse tecla, até que eu não esteja mais aqui. Como tudo na PG, o problema acaba caindo no orientador, pois os alunos ali chegam e seguem os exemplos que vêem. Grande abraço.

03/08/2011 | 08:16:26
Nome:Gustavo
Email:efarla@hotmail.com
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Caro Gilson,

não sendo mal intensionado, mas acredito que a questão científica ainda esbarra no jeitinho brasileiro, nas amizades entre pesquisadores e editores, na pós-graduação que não valoriza a inteligencia mas a docil atuação de alunos que acatam as diretrizes dos orientadores e não questionam as bases das pesquisas e dos grupos de pesquisa. Estou cansado de ver entrarem nos grupos de pesquisa e pós-graduações não os intelectualizados mas os dóceis e confiáveis "puxa-sacos", sem experiência nenhuma profissional. Formam para formar outros, mas não sabem nada de docência ou educação no sentido mais amplo. Acreditam que vociferar referências bibliograficas e citações em sala de aula constrói conhecimentos e pensadores.Uma pena! Acredito que a pós-graduação brasileira tenha mais questões morais a serem resolvidas que meramente, estatisticas. O potencial do estudante brasileiro existe mas aqui fica dificil estudar, tanto que os mais libertos alçam voos internacionais por estarem fadados destas peculiaridades brasileiras. Sou brasileiro convicto e professor mas estou um pouco frustrado em conhecer mais a fundo o nicho universitario de pesquisadores. Por fim qualidade não se faz por impactos estatisticos mas por impactos sociais que as pesquisas promovem.

 

Gentilmente,

 

Gustavo

03/08/2011 | 07:07:04
Nome:Rodrigo Barreto
Email:rebarreto@yahoo.com
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Na verdade, o qualis não precisaria existir, especialmente considerando como ele é hoje. Avaliar dando pesos para as revistas, separando-as em níveis, até foi uma ideia interessante, mas não evitou colocar no mesmo nível revistas péssimas e revistas como a Nature. Hoje o qualis se baseia no Fator de Impacto calculado pelo JCR-ISI, embora isso seja um pouco melhor, separar em níveis  (A1, A2 etc.) continua colocando no mesmo patamar revistas que não estão no mesmo nível de qualidade, ou seja, o problema persiste. Mas, já que o qualis utiliza o Fator de Impacto como balisador dos níveis, por que não utilizar apenas o FI e extinguir o qualis? O qualis é desnecesário.

02/08/2011 | 10:32:04
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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Concordo, temos que separar as sérias das pilantras. Mas como fazer isso... todo editor jura que a dele é séria. Mas concordo que não precisamos ficar com 7 ou 8 níveis para distinguir várias coisas estranhas!

01/08/2011 | 06:09:58
Nome:Adolfo Neto
Email:adolfo.usp@gmail.com
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Besteira. Bastaria diferenciar as sérias das pilantras.

01/08/2011 | 05:31:45
Nome:Gilson Volpato
Email:volpgil@gmail.com
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O que você acha da classificação qualis das revistas científicas?

31/07/2011 | 11:37:59


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