Gilson Volpato

Ciência & Comunicação

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NATURE INDEX 2016 - Avaliação comparativa entre universidades, países etc. (dados de 2015)

Categoria(s): Ciência

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Fonte: Nature Group

Comentário do Prof. Gilson Volpato 04/05/2016:

O Nature Index saiu recentemente, com dados de 2015, para a avaliação 2016 dos desempenhos de universidades e países na ciência. Vejam resultados que nos chamam à atenção.

 

Entre as brasileiras:

USP (1ª); UNESP (2ª); UFRJ (3ª); UNICAMP (4ª); UFMG (5ª); UFABC (6ª) e UFRGS (7ª).

 

Nossas Universidades no mundo:

USP (219ª); UNESP (366ª); UFRJ (589ª); as demais acima de 500.

 

O Brasil no mundo: 24ª posição.

 

Esse quadro pode ser visto pelo lado positivo (o copo está meio cheito) ou negativo (o copo está meio vazio). Mas não é uma escolha simples e sem consequências. Por isso é necessário analisarmos no contexto. Vamos entender essas posições, principalmente moldadas por perfil de publicação científica, no contexto de nosso país. Mas não falarei do tão aludido pouco dinheiro, pouca experiência, poucos anos de vida acadêmica, pouco tudo! Vamos analisar no sentido de quem quer entender onde podemos melhorar para podermos crescer mais. Assim como um atleta busca a excelência e, para isso, deve enfrentar suas fraquezas, temos que fazer esse olhar com a nossa ciência.

Como a ciência brasileira tem sido avaliada internamente? Seriam os critérios e sistemas de fomento pautados por itens de excelência na ciência? Seriam os concursos públicos igualmente pautados por tais excelências? É o cientista brasileiro estimulado em termos profissionais e pessoais a buscar a excelência? É o sistema político brasileiro uma referência para buscas por excelência? Nosso país respira excelência, ou ao menos as buscas por excelências? Ou será que, de tudo isso, o sistema nos empurra para a busca apenas do menor esforço? Sabem de minha opinião sobre esse quadro, pois nunca me neguei a dizer explicitamente o que acho. Seria de esperarmos melhores desempenhos com o perfil de diagnóstico que os gestores do Brasil fazem de nossa situação, sempre buscando provar o que imaginam verdadeiro?  Olharmos para o espelho, sem medo de vermos uma realidade bem diferente do que imaginamos ou veiculamos, é uma atitude nobre que deve ser pensada. Podemos até dizer que já conseguimos bastante, mas o povo brasileiro, o grande financiador disso tudo, merece algo melhor; merece uma atividade mais ousada. Se não mudarmos o perfil do espírito científico e profissional do brasileiro, continuaremos justificando nossas posições, mas não vibrando pelos saltos anuais em direção à excelência. E por que a excelência não pode ser nossa? Acredito que tenha respondido isso nas linhas acima.